A eficiência das Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) é um pilar central para a universalização do saneamento. No entanto, muitas estações hoje operam no seu limite de capacidade, enfrentando o desafio crônico da geração excessiva de lodo. Como a inovação pode resolver isso?
Na Fenasan 2025, o Conecta Saneamento conversou com Marcio Bittencourt, da D2A Ambiental, sobre como a biotecnologia está trazendo respostas eficientes para o setor.
O Desafio: ETEs Sobrecarregadas e Excesso de Lodo
Marcio foi direto ao ponto: “Hoje, o maior problema do setor de saneamento é a geração de lodo e a capacidade das estações que hoje estão operando no seu limite”.
A solução apresentada pela D2A Ambiental ataca essa dor de frente. Trata-se de uma tecnologia baseada em enzimas patenteadas que aceleram exponencialmente o poder de degradação da matéria orgânica dentro da estação.
Solução Customizada: “Blends” de Enzimas
A chave da tecnologia não é um produto único, mas sim a customização. A D2A estuda o efluente de cada ETE para desenvolver um “blend” específico de enzimas — como lipase, amilase, pectinase e surfactantes — para aquele cenário.
O resultado é duplo:
- Redução de Lodo: Com uma degradação mais eficiente, o volume de lodo ao final do processo é significativamente menor.
- Recuperação da Capacidade: A tecnologia ajuda a “recuperar essas estações que hoje estão trabalhando no seu limite”, permitindo que voltem a operar com folga e atendendo a todos os parâmetros da legislação.
Como prova de sucesso, Marcio citou um artigo apresentado na própria Fenasan, detalhando um case de sucesso em parceria com a Embasa para degradação de efluentes em Vitória da Conquista.
Conecta Saneamento: Dando “Visibilidade” à Inovação
Ao final da entrevista, Marcio Bittencourt destacou a importância de hubs setoriais, elogiando a parceria com o Conecta Saneamento.
“Sem dúvida nenhuma, o Conecta chega no mercado para somar e muito”, afirmou. Ele destacou que a plataforma “conecta empresas” e dá a “oportunidade de apresentar as nossas soluções diretamente para empresas que têm a necessidade de contratar”. Para a D2A, essa “visibilidade” é fundamental para a inovação.
Assista à entrevista completa para saber mais sobre o futuro do tratamento de efluentes.